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Audiência pública discute se empresas podem demitir empregados aposentados por invalidez

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    Audiência pública discute se empresas podem demitir empregados aposentados por invalidez

    By admin | Sem categoria | 0 comment | 24 setembro, 2026 | 0

    Tema será julgado pelo TST para definição de tese a ser aplicada em todos os processos semelhantes

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    24/9/2026 – O Tribunal Superior do Trabalho realizou, nesta quarta-feira (23), uma audiência pública para ouvir pontos de vista sobre a possibilidade de dispensa de trabalhador aposentado por invalidez caso ele atinja a idade ou o tempo de benefício que o isenta das perícias do INSS. A matéria será julgada pelo Tribunal sob a sistemática dos recursos repetitivos (Tema 274), e a tese a ser definida orientará o julgamento de processos sobre o tema em toda a Justiça do Trabalho.

    Lei passou a dispensar perícias

    De acordo com a CLT (artigo 475) e a jurisprudência do TST (Súmula 160), a aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho. Como a incapacidade, em tese, pode cessar, e o funcionário pode voltar a trabalhar, o contrato continua valendo, e a empresa não pode demiti-lo.

    Em 2022, uma alteração na Lei da Previdência (Lei 8.213/1991) isentou os aposentados por invalidez de fazer exames médicos periódicos no INSS quando completarem 60 anos de idade ou se tiverem 55 anos de idade e 15 anos de benefício.

    No julgamento do recurso repetitivo, o TST vai decidir se o contrato de trabalho permanece suspenso após o decurso desse prazos legais para a realização da avaliação periódica obrigatória ou se, encerrados os prazos, o empregador pode extinguir o vínculo de emprego.

    A audiência foi convocada pelo ministro Alexandre Ramos, relator do incidente. Ele lembrou que a questão envolve a relação do direito previdenciário com o do trabalho. “São ramos autônomos, mas dialogam, e há interfaces que precisam ser devidamente resolvidas”, afirmou.

    Para o relator, a definição de uma tese sobre o tema por meio de um precedente vinculante tem uma dimensão prospectiva de orientar os atores sociais a como proceder de acordo com o precedente firmado. 

    Confira, abaixo, um resumo das exposições.

    “Lixo para baixo do tapete”

    O procurador federal Fernando Maciel observou que a aposentadoria por invalidez é devida ao segurado que for considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o trabalho, e será paga enquanto permanecer nessa condição. Maciel destacou que a perícia não é a única condição para a manutenção do benefício. Para isso, ele tem de cumprir três obrigações: avaliação médico-pericial, para provar que continua incapaz; reabilitação profissional; e tratamento médico pela Previdência. 

    O procurador disse que atuou mais de 10 anos à frente das ações regressivas do INSS, investigando e processando empresas que causam acidentes e doenças ocupacionais. “Infelizmente, pude perceber que muitas empresas acham que o trabalhador acidentado é um lixo, e o INSS é o tapete, e querem varrer esse resíduo para a proteção previdenciária. Não podemos permitir que isso aconteça”, afirmou.

    Prorrogação indefinida

    O advogado Gisaldo do Nascimento Pereira, do Bradesco (parte no recurso) disse que o banco tem hoje funcionários com até 83 anos de idade que não podem ser desligados, alguns deles afastados há 30 anos. Segundo ele, o Bradesco gasta cerca de R$ 34 milhões para manter o plano de saúde dessas pessoas, e a maioria das aposentadorias por invalidez não decorre de acidente ou doença do trabalho. O advogado sustenta que é preciso razoabilidade e segurança jurídica para evitar a perpetuação indefinida desses contratos, harmonizando o direito do trabalho com o previdenciário. 

    Comum acordo

    O advogado Fábio Lopes Vilela Berbel, representando o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), disse que a impossibilidade de rescisão do contrato é de ambas as partes e prejudica a ambas. Ele assinalou que, apesar de muitos casos chegarem à Justiça em razão do plano de saúde, essa não é a realidade preponderante. “Infelizmente, a maioria das empresas brasileiras não oferece plano de saúde a seus empregados”, ressaltou. “Para esse empregado, a suspensão também prejudica seus interesses, porque as verbas rescisórias poderiam ser muito importantes.” O IBDP entende que deveria ser encontrada uma forma de afastar a indisponibilidade do direito de rescisão, a partir de um comum acordo.

    Consequências concretas

    O advogado Guilherme Scozziero Neto, representando a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), afirmou que não se pode impor ao empregador a manutenção do vínculo sem prestação laboral e sem horizonte objetivo para sua reativação. “A indefinição produz consequências concretas para a gestão dos vínculos, repercute na organização do quadro de pessoal, nas provisões dos benefícios vinculados ao contrato e na própria sucessão de funções.”.

    Falta de interesse

    Jeferson Costa de Oliveira, da Confederação  Nacional do Transporte (CNT), também defendeu a possibilidade de dispensa. Segundo ele, um trabalhador que fica afastado por 15 anos está desatualizado e nem sempre tem interesse em voltar a trabalhar. “Quando a lei dispensa a perícia, ela reconhece que não há mais como verificar a recuperação”, assinalou. Para o advogado, nem o INSS nem o trabalhador têm interesse em revisar o benefício e tornar definitiva a aposentadoria, porque isso não muda, em termos práticos, sua situação. Porém, para o empregador, ela fica indefinidamente em aberto.

    Plano de saúde

    O representante da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Anderson Angelo Vianna da Costa, entende que, para a Previdência Social, a situação desses trabalhadores é definitiva. Segundo ele, sem o exame pericial, não há mecanismos para que os demais requisitos (reabilitação e junta médica) sejam cumpridos. O advogado observou ainda que, na maioria das ações trabalhistas sobre o tema, o trabalhador afirma que não tem condições de voltar a trabalhar, e o mote principal do pedido é a manutenção do plano de saúde. Contudo, ele lembrou que a CLT não trata dessa questão, e o artigo 475 não poderia servir de fundamento para as decisões nesse sentido.

    Prejuízos

    Em nome da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o advogado Francisco José Ferreira Souza Rocha da Silva defendeu que, sem novos exames pelo INSS e sem meios de o empregador verificar a capacidade laboral, manter o contrato suspenso converte uma situação temporária numa obrigação permanente e vitalícia. Isso impede inclusive o encerramento regular de atividades ou filiais pela empresa. Na sua avaliação, a fixação desse marco não retira a proteção previdenciária do trabalhador, mas estabelece critérios objetivos e necessários para distinguir o benefício provisório do definitivo na esfera trabalhista.

    “Vínculos fantasma”

    A advogada Carolina Tupynambá, representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), observou que, dos cerca de 260 mil afastamentos por invalidez registrados no último ano, aproximadamente 83% correspondem ao grupo isento de monitoramento, e apenas 4% apresentaram reversão da incapacidade. Para a advogada, a manutenção de “vínculos fantasma” impõe prejuízos e custos indiretos às empresas, entre eles a impossibilidade de encerramento formal, a elevação do custeio dos planos de saúde coletivos e distorções no cumprimento de cotas obrigatórias (como PCD e aprendizes).

    Vulnerabilidade e proteção

    A vice-procuradora-geral do trabalho, Teresa Cristina D’Almeida Basteiro, manifestou-se contra a possibilidade de demissão do empregado aposentado por invalidez e defendeu a manutenção da suspensão do contrato de trabalho mesmo após os prazos de dispensa de perícia do INSS. Segundo ela, a isenção de exames periciais é apenas uma facilidade previdenciária, e não a transformação da aposentadoria por invalidez em definitiva. “Se o legislador quisesse a conversão automática do benefício em aposentadoria por idade, teria previsto expressamente”, afirmou. 

    Para a procuradora, permitir a extinção do vínculo com base em critérios de idade configuraria discriminação etarista, violando as diretrizes do Protocolo para Atuação e Julgamento com Perspectiva Antidiscriminatória da Justiça do Trabalho no que tange à proteção da pessoa idosa. “A demissão privaria o trabalhador do acesso ao plano de saúde justamente no momento de maior vulnerabilidade”, concluiu.

    Processo:  IncJulgRREmbRep 0000348-62.2022.5.05.0493

    (Carmem Feijó)

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    /* Ajustar setas para mobile pequeno */
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    /* Setas menores para mobile muito pequeno */
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    // ===============================================
    // SCRIPT GLOBAL MELHORADO PARA CARROSSEIS SLICK
    // ===============================================

    // Variáveis globais para controle
    window.carouselInitialized = window.carouselInitialized || {};
    window.carouselRetries = window.carouselRetries || {};

    // Função para verificar se elementos estão prontos
    function waitForElements(selector, callback, maxWait = 5000) {
    const startTime = Date.now();

    function check() {
    const elements = $(selector);
    if (elements.length > 0 && elements.find(‘img’).length > 0) {
    callback(elements);
    } else if (Date.now() – startTime 1,
    autoplay: false,
    speed: 300,
    cssEase: ‘ease-in-out’
    });

    // Aguardar antes de inicializar navegação
    setTimeout(function() {
    $navSlider.slick({
    slidesToShow: Math.min(5, navCount),
    slidesToScroll: 1,
    asNavFor: forSelector,
    dots: navCount > 5,
    centerMode: navCount > 3,
    focusOnSelect: true,
    variableWidth: false,
    infinite: navCount > 3,
    arrows: navCount > 5,
    autoplay: false,
    speed: 300,
    cssEase: ‘ease-in-out’,
    responsive: [
    {
    breakpoint: 768,
    settings: {
    slidesToShow: Math.min(3, navCount),
    centerMode: navCount > 3,
    arrows: navCount > 3
    }
    },
    {
    breakpoint: 480,
    settings: {
    slidesToShow: Math.min(2, navCount),
    centerMode: false,
    arrows: navCount > 2
    }
    }
    ]
    });

    // Marcar como inicializado
    window.carouselInitialized[groupId] = true;
    console.log(`Carrossel 10157 inicializado com sucesso!`);

    // Forçar refresh da posição
    setTimeout(function() {
    $forSlider.slick(‘setPosition’);
    $navSlider.slick(‘setPosition’);
    }, 100);

    }, 150);

    } catch (error) {
    console.error(`Erro ao inicializar carrossel 10157:`, error);

    // Tentar novamente uma vez
    const retryCount = window.carouselRetries[groupId] || 0;
    if (retryCount 0) {
    console.log(`Corrigindo carrossel 10157`);
    $forSlider.slick(‘setPosition’);
    $navSlider.slick(‘setPosition’);
    setTimeout(() => $forSlider.slick(‘slickGoTo’, 0), 100);
    }
    }
    });
    }

    // Inicialização quando documento estiver pronto
    $(document).ready(function() {
    console.log(‘=== Documento Pronto – Inicializando Carrosseis ===’);

    // Inicializar após um delay para garantir que tudo está carregado
    setTimeout(initializeGlobalCarousels, 800);

    // Verificação periódica
    setInterval(checkCarousels, 5000);
    });

    // Event listener para Liferay
    Liferay.on(“allPortletsReady”, function() {
    console.log(‘=== Portlets Prontos – Verificando Carrosseis ===’);

    // Configurar botão de impressão
    $(‘#header_custom_print’).attr(‘href’, $(“[title*=’Imprimir’]”).children().attr(‘href’));

    // Verificar carrosseis após portlets prontos
    setTimeout(function() {
    let needsInit = false;

    $(‘.slick-carousel-container’).each(function() {
    const groupId = $(this).attr(‘data-gallery-group’);
    if (!window.carouselInitialized[groupId]) {
    needsInit = true;
    }
    });

    if (needsInit) {
    console.log(‘Alguns carrosseis não foram inicializados, inicializando agora…’);
    initializeGlobalCarousels();
    }
    }, 1000);
    });

    // Handler para redimensionamento
    let resizeTimeout;
    $(window).on(‘resize’, function() {
    clearTimeout(resizeTimeout);
    resizeTimeout = setTimeout(function() {
    console.log(‘Redimensionamento – Atualizando carrosseis’);

    $(‘[class*=”slider-for-“], [class*=”slider-nav-“]’).each(function() {
    if ($(this).hasClass(‘slick-initialized’)) {
    try {
    $(this).slick(‘setPosition’);
    } catch (e) {
    console.warn(‘Erro ao reposicionar:’, e);
    }
    }
    });
    }, 250);
    });

    // Funções de debug globais
    window.debugAllCarousels = function() {
    console.log(‘=== DEBUG GLOBAL DE CARROSSEIS ===’);
    console.log(‘Carrosseis inicializados:’, window.carouselInitialized);

    $(‘.slick-carousel-container’).each(function() {
    const groupId = $(this).attr(‘data-gallery-group’);
    const $forSlider = $(`.slider-for-10157`);
    const $navSlider = $(`.slider-nav-10157`);

    console.log(`Carrossel 10157:`, {
    initialized: window.carouselInitialized[groupId] || false,
    forExists: $forSlider.length > 0,
    navExists: $navSlider.length > 0,
    forSlickInit: $forSlider.hasClass(‘slick-initialized’),
    navSlickInit: $navSlider.hasClass(‘slick-initialized’),
    slides: $forSlider.find(‘.slide-item’).length
    });
    });
    };

    window.reinitAllCarousels = function() {
    console.log(‘=== REINICIALIZAÇÃO MANUAL ===’);
    window.carouselInitialized = {};
    window.carouselRetries = {};

    // Destruir todos os carrosseis
    $(‘[class*=”slider-for-“], [class*=”slider-nav-“]’).each(function() {
    if ($(this).hasClass(‘slick-initialized’)) {
    try {
    $(this).slick(‘unslick’);
    } catch (e) {
    console.warn(‘Erro ao destruir:’, e);
    }
    }
    });

    // Reinicializar após delay
    setTimeout(initializeGlobalCarousels, 500);
    };

    Source: TST

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