02/09/2025 – Elas costumam dar sinais sutis no início: um leve sangramento na escovação, um desconforto ao mastigar ou aquele mau hálito que insiste em aparecer. Mas, se não tratadas, as doenças periodontais podem evoluir silenciosamente e comprometer a saúde bucal de forma séria. As informações do Divisão de Odontologia do TST servem de alerta para todo público interno do Tribunal.
De acordo com o último levantamento Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2010), a doença periodontal é uma das principais causas de perda total de dentes.
Sinais de alerta
Gengivite e periodontite são os nomes mais conhecidos desse conjunto de infecções que atingem os tecidos de suporte dos dentes, como a gengiva, o osso alveolar e o ligamento periodontal. Causadas principalmente pelo acúmulo de placa bacteriana, essas doenças podem levar à perda dentária nos casos mais graves.
“O estágio inicial, que chamamos de gengivite, é reversível com tratamento e cuidados diários. Já a periodontite, que é a fase mais avançada, pode causar destruição do osso ao redor dos dentes”, explica a cirurgiã dentista do TST Marina Vaz.
Os impactos das doenças periodontais
Os impactos da saúde periodontal vão além da boca. Estudos apontam uma relação direta entre essas infecções e condições como diabetes e doenças cardiovasculares. Isso porque a inflamação crônica pode afetar o organismo como um todo, dificultando o controle glicêmico e contribuindo para o surgimento de placas nas artérias.
Além disso, o tabagismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da periodontite. A nicotina reduz o fluxo sanguíneo na gengiva, dificultando a cicatrização e mascarando sinais importantes, como o sangramento. Fumantes têm maior propensão à perda óssea e à progressão silenciosa da doença.
A saúde periodontal também exige atenção especial durante a gestação. A presença de infecções gengivais pode aumentar o risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer, uma vez que os mediadores inflamatórios produzidos pela gengivite e periodontite podem atingir a corrente sanguínea e afetar o feto. Por isso, os cuidados bucais devem ser redobrados neste período.
A boa notícia é que a prevenção é simples e eficaz. Escovação adequada, uso diário do fio dental, alimentação equilibrada, abandono do cigarro e visitas regulares ao dentista são medidas fundamentais para manter a saúde da gengiva e evitar complicações futuras.
Cuidado acessível dentro do Tribunal
No TST, servidores e servidoras contam com uma equipe especializada e estrutura pronta para oferecer esse cuidado. A Divisão de Odontologia convida todos a realizarem exames periódicos anuais, com orientação personalizada de acordo com cada caso.
“Nossa equipe conta com três periodontistas preparados para o atendimento. Identificar os sinais precoces e orientar sobre os cuidados é uma forma de promover saúde e qualidade de vida para quem trabalha aqui”, reforça a dentista do TST.
Se você perceber sangramento frequente, retração gengival ou mobilidade dentária, não adie a consulta, para mais orientações ligue nos ramais 4468 ou 4289.
(Cinthia Gomes/JS)
Source: TST

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